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No show no embarque e o cancelamento da passagem de volta

O cancelamento automático da passagem de volta pelas companhias aéreas – seja pelo não comparecimento do passageiro para embarque na viagem de ida (no show) ou até mesmo em decorrência do cancelamento deste pela própria empresa – pode ser considerado uma prática abusiva sob a ótica do direito do consumidor, já que o passageiro não é reembolsado pelo valor pago e é por vezes obrigado a comprar nova passagem para efetuar a viagem no mesmo trecho e horário ou encontrar meios alternativos para chegar ao seu destino.

No show no embarque e o cancelamento da passagem de volta

Historicamente, as empresas aéreas valem-se desta cláusula de ‘no show’ sob o argumento de que os passageiros concordam com o disposto no contrato de aquisição de passagens e que a compra do trecho da volta está atrelada à do trecho de ida.

No último mês de março, entrou em vigor a resolução n. 400/2016 da ANAC, dispondo sobre os direitos e deveres dos passageiros de transporte aéreo.

Por ela, definiu-se que “caso o passageiro não utilize o trecho inicial nas passagens do tipo ida e volta, o transportador poderá cancelar o trecho de volta’, salvo a hipótese de que ‘o passageiro informe, até o horário originalmente contratado para o trecho de ida do voo doméstico, que deseja utilizar o trecho de volta, sendo vedada a cobrança de multa contratual para essa finalidade”.

Independentemente desta nova regulamentação da ANAC, entendemos que em determinados casos de não comparecimento ao embarque, mas principalmente em todos aqueles em que o voo de ida é cancelado pela empresa aérea, tem o passageiro direito de ter preservada a passagem do trecho de volta.

Caso isto não seja respeitado, entendemos que, tratando-se de prática abusiva da empresa, o passageiro tem o direito de ter restituído o segundo valor pago pelo trecho de volta ou as despesas incorridas para a realização do trecho por meio alternativo (aluguel de carro, por exemplo), além de eventual indenização por danos morais.

Para isso, lembramos ser fundamental que o passageiro obtenha e guarde todos os documentos e evidências materiais para a comprovação dos fatos.

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Os advogados da área de relações de consumo do LTSA Advogados estão aptos a prestar assessoria em qualquer assunto que envolva questões de direito do consumidor em relação a problemas com companhias aéreas, especialmente atraso e/ou cancelamento de voo, indenização por no show e extravio de bagagem, dentre outros. Consulte-nos.

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Atraso na Obra? Como rescindir o contrato de compra e venda de imóvel

Atraso na Obra? Como rescindir o contrato de compra e venda de imóvel

“Atraso na Obra. Como rescindir o contrato de compra e venda de imóvel” é a matéria da Edição de Setembro da Revista Actual Magazine com o Especialista em Direito do Consumidor Dori Boucault

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) protege o comprador de imóvel quando é necessário rescindir o contrato de compra e venda do imóvel por atraso na obra.

Para proteger a parte mais fraca da relação, o Código de Defesa do Consumidor regula as relações entre compradores e vendedores de imóveis em casos de rescisão por inadimplência do comprador, atraso na obra ou defeito da obra pela Construtora, ou qualquer outro tipo de infração aos direitos do comprador.

Em relação à inadimplência por parte do comprador do imóvel, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo já decidiu que:

“O comprador do imóvel, mesmo inadimplente, pode pedir a rescisão do contrato e reaver as quantias pagas, admitida a compensação com gastos próprios e administração e propaganda feitos pelo compromissário vendedor, assim como com o valor que se arbitrar pelo tempo de ocupação do bem.”

Em que pese a Súmula I do TJSP, alguns juízes arbitram que as construtoras podem reter de 10% a 30% do valor pago, a título de multa. Porém esse entendimento não é pacífico e da margem a diversas interpretações contestáveis judicialmente.

Quando é o comprador quem rescinde o contrato, terá direito a restituição dos valores pagos devidamente corrigidos.

O valor a ser restituído varia entre 70% e 90% do montante pago e deverá ser feito integralmente em uma só parcela. Diferentemente do contrato de aquisição que permite o parcelamento.

A construtora tem o direito de se ressarcir das despesas com corretagem, publicidade e demais custos inerentes à divulgação do negócio.

Rescisão de contrato por atraso na obra pela construtora

Quando é a construtora que faz a rescisão do contrato por atraso ou paralisação da obra por qualquer motivo, deverá ressarcir 100% do valor integral pago corrigido, em uma só parcela, bem como a taxa de corretagem.

Dependendo do caso, o comprador terá direito a uma indenização por danos morais e se ficar comprovada a necessidade de locação de um ao outro imóvel, o valor do aluguel do imóvel.

Dori Boucault Especialista em Direito do Consumidor e Fornecedor

Fonte: Actual Magazine

Os advogados da área imobiliária do LTSA Advogados estão aptos a prestar assessoria em qualquer assunto que envolva questões imobiliárias como:

Distrato por atraso na obra, vícios construtivos, tributos (IPTU), rescisão de contrato de compra e venda de imóveis, taxas de condomínio entre outros. Consulte-nos.

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Neve cancela voos em Bariloche

Temperatura chegou a 25,4ºC negativos. Tempestade de neve cancela voos e fecha o aeroporto.

Destino de muitos brasileiros nas férias de julho, Bariloche, na Argentina, registrou a menor temperatura dos últimos 50 anos. Segundo o Serviço Meteorológico Nacional, a temperatura mínima chegou a -25,4°C, com -29ºC de sensação térmica.

Neve cancela voos em Bariloche

E a neve, que costuma atrair os turistas, se transformou em pesadelo para os que se viram impedidos de decolar. A tempestade que atingiu a região no último fim de semana foi a maior em 27 anos e afetou vários serviços na cidade, levando até ao cancelamento de voos, durante a alta temporada.

O que fazer chuva, granizo ou a neve cancela voos?

Mesmo que ocorra um cancelamento de voo por falta de condições climáticas para a decolagem da aeronave, a companhia aérea é responsável pela acomodação e alimentação dos passageiros.

Estes passageiros entram com ações contra as companhias aéreas pedindo indenização por danos morais e também por danos materiais, quando resta comprovado que as companhias não deram a assistência a que são obrigadas.

Nossos especialistas explicam o que fazer quando o voo é cancelado devido a condições climáticas como o ocorrido recentemente em Bariloche em nosso último artigo Cancelamento de voo por falta de condições climáticas . Acesse.

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Possíveis mudanças na forma de indenização por atraso na entrega do imóvel podem prejudicar consumidores

A nova regulamentação discutida pelo governo e o setor imobiliário prevê redução no reembolso dos valores pagos pelo consumidor, mesmo que fique comprovado que o atraso na entrega do imóvel ocorreu por atraso na obra.

Ter um imóvel próprio, é o sonho de vida de um em cada três brasileiros. Deixar de pagar o aluguel para ter sua própria moradia implica em sacrifícios pessoais, criando uma expectativa cultivada durante anos, que pode gerar frustração quando os prazos para a entrega das chaves não são cumpridos por atraso nas obras.

Especialistas aconselham sempre pesquisar e comprar imóveis de construtoras com histórico de cumprimento de prazo de entrega. Contudo, por diversos motivos que vão desde a alegação de atraso na documentação até a falta de materiais, o atraso na entrega de imóveis é uma constante, gerando diversas ações na Justiça.

Os processos são para requerer indenização pelo atraso na obra, além da devolução do valor já pago para a aquisição do imóvel, juros, lucros cessantes, danos materiais e morais. Os consumidores podem pleitear ainda que a construtora ceda ou pague o aluguel de outro imóvel enquanto a obra não é concluída

Veja também:

Regulamentação do distrato do contrato de compra e venda de imóvel na planta
Defeitos no Imóvel recém entregue pela construtora
Pagamento de valores condominiais diretamente com a administradora

Até recentemente, dependendo da orientação do juiz da causa, os consumidores conseguiam reaver de 70 a 90% dos valores pagos para a aquisição do imóvel. Em nosso informativo de 09 de junho: Como rescindir Contrato de Compra e Venda de Imóvel por atraso de obra, explicamos quais as taxas e os percentuais que a jurisprudência vinha sedimentando em nosso ordenamento jurídico, a favor do consumidor, quando o atraso na obra que gera o distrato for por culpa da construtora.

Contudo, por pressão das incorporadoras e construtoras que alegam que as decisões nesse sentido inviabilizam o seu negócio, dado que, nesse momento de crise econômica, a devolução quase integral dos valores já pagos, estimulam os pedidos de distrato do contrato de aquisição de imóveis na planta por atraso na obra, o governo vem promovendo discussões com o setor imobiliário e representantes dos adquirentes de imóveis para estudar uma regulamentação do distrato.

Possíveis mudanças na forma de indenização por atraso na entrega do imóvel podem prejudicar os consumidores

Até agora, o que se pode depreender é que essa regulamentação, se aprovada, será muito mais benéfica para as construtoras e incorporadoras do que para os consumidores que terão uma limitação do valor a ser reembolsado. Apesar de prever o direito de arrependimento da compra pelo consumidor, estamos diante de uma situação que pode ao invés de reparar, prejudicar ainda mais o consumidor que tiver o seu sonho da casa própria frustrado pelo atraso na obra.

Os advogados da área imobiliária do LTSA estão aptos a esclarecer suas dúvidas sobre o assunto para identificar a melhor solução para a realização do distrato de compra e venda de imóveis na planta por arrependimento, atraso na obra ou qualquer outro questionamento do consumidor relacionado a esse contrato.

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Regulamentação do distrato do contrato de compra e venda de imóvel na planta

Novas regras para a desistência da compra de imóvel na planta geram dúvidas nos consumidores.

Após amplo debate entre construtoras, incorporadoras e representantes de consumidores, o governo pretende fechar um acordo sobre a questão do distrato do contrato de compra e venda de imóvel na planta, ou seja, quais seriam os direitos de cada parte envolvida quando ocorre a desistência da compra de um imóvel ainda na planta e a regulamentação de seus efeitos para os compradores e vendedores.

Pela proposta, para imóveis residenciais, as construtoras teriam o direito de reter o custo da taxa de corretagem e mais 20% do valor já pago pelo consumidor, desde que não ultrapasse 5% do valor total do imóvel com valor de até R$ 235 mil. Em imóveis com valor mais alto, os vendedores podem reter até 50% das prestações pagas desde que o valor não ultrapasse 10% do valor do imóvel. Para imóveis comerciais esse percentual é de 12%.

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Defeitos no Imóvel recém entregue pela construtora
Pagamento de valores condominiais diretamente com a administradora
Como rescindir Contrato de Compra e Venda de Imóvel por atraso de obra

Apesar dessa solução ser claramente desfavorável ao consumidor, a proposta contempla o direito de arrependimento: desistir da compra do imóvel realizada no calor da emoção, normalmente em stand de vendas em até 7 dias, com a devolução do valor integral, caso tenha sido feito algum pagamento. Além disso, as construtoras perdem o prazo de tolerância de 6 meses após o prazo para entregar o imóvel e o consumidor terá direito a uma indenização de 0,5% do valor do imóvel em caso de atraso na obra.

O assunto é bastante controverso e não existe uma legislação que regulamente devidamente essa questão tão presente no dia a dia do setor imobiliário. Desde 2013, o STJ vem firmando o entendimento de que a retenção integral dos valores pagos ou a devolução de valores ínfimos das parcelas pagas em imóveis adquiridos na planta pelas construtoras e incorporadoras, são ilegais e abusivas.

Regulamentação do distrato do contrato de compra e venda de imóvel na planta

Os advogados da área imobiliária do LTSA estão aptos a esclarecer suas dúvidas sobre o assunto para identificar a melhor solução para a realização do distrato de compra e venda de imóveis na planta por arrependimento, atraso na obra ou qualquer outro questionamento do consumidor relacionado a esse contrato.

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